O verdadeiro significado do jejum
O
jejum era uma prática religiosa comum, dentro do judaísmo. Os fariseus,
com muita piedade, jejuavam duas vezes por semana, afirmando-se assim
como justos e intercessores pelo povo junto a Javé. A frase final,
alusiva ao retorno ao jejum quando "o noivo lhes será tirado", parece
ter uma origem tardia, assumida pelo próprio evangelista. De fato, os
discípulos judeo-cristãos, como já havia acontecido com os discípulos
de João, depois da morte de Jesus também retomaram práticas de
observância dos fariseus. Eles continuaram a frequentar as sinagogas
até serem expulsos delas por volta do ano 90 (Concílio de Jâmnia). A
narrativa sucede à cena da participação de Jesus na refeição com o
publicano Levi e seus amigos e companheiros. Jesus estava solidário com
os excluídos do judaísmo, considerados "pecadores" por não serem
observantes dos preceitos legais religiosos. Para Jesus, o fundamental
é a sua comunhão com todas as pessoas, indiscriminadamente, em vez de
fechar-se em observâncias particularistas e excludentes. Os que optam
pelas rigorosas observâncias religiosas se revestem de "eleitos" e se
autoexcluem do convívio do dia a dia do povo comum, dos "pecadores".
Hoje, o jejum verdadeiro significa abster-se do consumo e da posse de
bens supérfluos a fim de partilhar seus recursos com os mais pobres e
necessitados.
José Raimundo Oliva
Fonte: www.paulinas.org.br
José Raimundo Oliva
Fonte: www.paulinas.org.br

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