segunda-feira, 2 de julho de 2012

Rosário: Vãs Repetições?


É sumamente importante que, como católicos, saibamos dar razões de nossa fé (1Pe 3,15) e apresentemos o seu fundamento bíblico. Neste caso, o Papa João Paulo II, na sua recente "Carta Sobre o Rosário" nos convocou a mostrarmos os fundamentos bíblicos do mesmo, com sua riqueza espiritual e sua validade pastoral. Com alegria, compartilharemos algumas respostas católicas imediatas que temos dado aos que nos contestam, afirmando ser o Rosário um conjunto de vãs repetições:

1º - Jesus nos ensinou a orar assim:


É falso que a Bíblia proíba repetir palavras na oração. Quando, no evangelho de São Mateus, Jesus nos diz que não se fala muito na oração, vemos o mesmo versículo nos esclarece que Ele estava se referindo aos pagãos, que acreditavam que por fazer palavreados vãos, seriam ouvidos.

A proibição não é a de “repetir palavras”, mas fazer isso sem sentido interior e profundo, pensando que a força está na repetição de palavras, como o fazia um pagão.

Se alguém te dizer o contrário, responda que o próprio Jesus nos deixou o exemplo de rezar repetindo palavras. Foi isso que aconteceu. E foi num dos momentos mais importante da Vida de Nosso Senhor Jesus Cristo, pois Ele sabia que era chegada a hora de se entregar para a nossa salvação. É a Oração do Horto das Oliveiras. Como foi esta oração? Vejamos o que a Bíblia nos diz:

“Retirando-se de novo, orou repetindo as mesmas palavras” (Mc 14,39).

Se Jesus “orou repetindo as mesmas palavras”, então também nós podemos fazer o mesmo. A menos que alguém diga que Jesus estava errado fazendo assim. Mesmo que o leitor não creia, alguns chegarão ao ponto de afirmar isso, para não reconhecer seu próprio erro!


2º. Os Salmos contém orações repetitivas


Nos parece que nossos irmãos evangélicos não têm lido atentamente a Palavra de Deus, pois nela vemos que vários Salmos da Bíblia são orações cujas partes vão se repetindo a cada dois ou três versículos. Isso é muito comum na Bíblia. Por exemplo:

O Salmo 29 repete: “Voz do Senhor”;

O Salmo 46 repete: “O Senhor dos Exércitos está conosco”;

O Salmo 80 repete: “Restaura-nos, ó Deus”

O Salmo 107 repete: “Rendam graças ao Senhor por sua bondade”.


3º - O Rosário é evidentemente uma Oração Bíblica


- No Rosário repetimos palavras assim como Jesus fez (Mc 14,39);

- O Pai Nosso está na Bíblia (Mt 6,9-13);

- Grande parte da Ave-Maria está na Bíblia (Lc 1,28-55; Jo 2,1-11);

- O Glória (Louvor Trinitário) está na Bíblia (2Cor 13,13-14);

- Os mistérios do Rosário são passagens bíblicas:

Mistérios Gozosos:

1º Mistério: A Encarnação do Filho de Deus (Lc 1,26-38);

2º Mistério: A Visita de Maria à Santa Isabel (Lc 1,39-45);

3º Mistério: O Nascimento de Jesus (Lc 2,1-7);

4º Mistério: A Apresentação do Menino Jesus (Lc 2,22-34);

5º Mistério: Perdido e Reencontrado no Templo (Lc 2,41ss).

Mistérios Luminosos:

1º Mistério: O Batismo de Jesus no Jordão (Mc 1,9-10);

2º Mistério: A Auto-Revelação nas Bodas de Caná (Jo 2,1-11);

3º Mistério: O Anúncio do Reino e o Convite à Conversão (Mc 1,15);

4º Mistério: A Transfiguração (Mc 9,2-8);

5º Mistério: A Instituição da Eucaristia (Lc 22, 19).

Mistérios Dolorosos:

1º Mistério: A Oração de Jesus no Horto (Mc 14,32-38);

2º Mistério: A Flagelação de Jesus (Mc 15,15);

3º Mistério: A Coroação de Espinhos (Mc 15,16-19);

4º Mistério: Jesus com a Cruz às Costas (Mc 15,21-22);

5º Mistério: A Crucificação e a Morte de Jesus (Jo 19,18-30).

Mistérios Gloriosos:

1º Mistério: A Ressurreição de Jesus Cristo (Mt 28,1-6);

2º Mistério: A Ascensão de Jesus (Mc 16,19-20);

3º Mistério: A Vinda do Espírito Santo (Mc 15,16-19);

4º Mistério: A Assunção de Maria ao Céu (Ap 12,14; Ct 6,10);

5º Mistério: A Coroação de Maria (Ap 12,1).

Ainda que a muitos não agrade ou pensam que não necessitam rezá-lo, se há algo de bíblico, isso é o Rosário, como vimos pelas evidências que já mostramos.

Outra coisa, por acaso um marido aborreceria sua esposa, se lhe repetisse: "te amo", "te amo", "te amo"...? É claro que não! Muito pelo contrário!

Da mesma forma é o Rosário, um "ramalhete de rosas" para Maria, pedindo sua intercessão e glorificando Nosso Senhor Jesus Cristo, pois o Rosário gira em torno de Cristo. 

Fonte: Pensamentos de Deus

Evangelho do dia 02/07/12 - Mateus 8,18-22



                                                          Como "seguir" Jesus?
Mt 8,18-22

Jesus viu a multidão em volta dele e mandou os discípulos irem para o lado leste do lago. Um mestre da Lei chegou perto dele e disse:
- Mestre, estou pronto a seguir o senhor para qualquer lugar aonde o senhor for!
Jesus respondeu:
- As raposas têm as suas covas, e os pássaros, os seus ninhos. Mas o Filho do Homem não tem onde descansar.
E outro, que era seguidor de Jesus, disse:
- Senhor, primeiro deixe que eu volte e sepulte o meu pai.
Jesus respondeu:
- Venha comigo e deixe que os mortos sepultem os seus mortos.

A nós, a paz de Deus, nosso Pai,
a graça e a alegria de Nosso Senhor Jesus Cristo,
no amor e na comunhão do Espírito Santo.
- Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo!
Preparo-me para a Leitura, rezando com todos os internautas:
Jesus Mestre, que dissestes:
"Onde dois ou mais estiverem reunidos em meu nome,
eu aí estarei no meio deles",
ficai conosco,
aqui reunidos,
para melhor meditar
e comungar com a vossa Palavra.
Sois o Mestre e a Verdade:
iluminai-nos, para que melhor compreendamos
as Sagradas Escrituras.
Sois o Guia e o Caminho:
fazei-nos dóceis ao vosso seguimento.
Sois a Vida:
transformai nosso coração em terra boa,
onde a Palavra de Deus produza frutos
abundantes de santidade e missão. 
Palavra da Salvação!

Fonte: www.paulinas.org.br

Santo do dia 02/07 - São Bernardino Realino


Diante da vida do santo de hoje, poderíamos afirmar que nada tinha para chegar aos altares, até que passou a ter tudo, pois decidiu-se por Jesus. Bernardino Realino nasceu em Capri, próximo a Nápoles, em 1530, numa família religiosa que o promoveu para os estudos de Direito, o qual exerceu em Nápoles.

Como era de costume na época, o jovem andava armado com um punhal, até que diante de um desentendimento feriu gravemente um adversário, e por isso fugindo de complicações jurídicas e vingança, foi para o Norte da Itália.


Ao entrar na carreira política e administrativa, Bernardino progrediu, chegando a ser prefeito em muitas cidades. Jesus entrou em sua vida através de um sacerdote jesuíta, que falou sobre a riqueza da vida cristã e seus deveres. Desta maneira, Bernardino começou a rezar com empenho o Santo Terço, que o arrancou de todo indiferentismo religioso.


Durante sua linda caminhada de fé e testemunho, descobriu sua vocação, renunciou a tudo e entrou com 35 anos na Companhia de Jesus. Encaminhou-se ao Sacerdócio, exercendo-o na cidade de Lecce.


Como exemplo e reflexo do Bom Pastor, São Bernardino Realino no confessionário, pregação e direção espiritual salvava almas para Deus e com Deus, que o levou para o Céu com 86 anos.


São Bernardino Realino, rogai por nós!


Fonte: www.cancaonova.com 




domingo, 24 de junho de 2012

IMACULADO CORAÇÃO DE MARIA


"Por fim, o Meu Imaculado Coração triunfará!"
 (Nossa Senhora, em Fátima)

* * *

ACTO DE DESAGRAVO AO IMACULADO CORAÇÃO DE MARIA

Como Vossos filhos, Mãe Santíssima, nós queremos amar-Vos e consolar-Vos sempre; mas hoje especialmente, ao ouvir as Vossas amargas queixas, desejamos desagravar o vosso doloroso e Imaculado Coração que a maldade dos homens fere com os duros espinhos dos seus pecados.

De modo especial Vos queremos desagravar das injúrias sacrilegamente proferidas contra a Vossa Conceição Imaculada e Santa Virgindade. Muitos, Senhora, negam que sejais Mãe de Deus e nem Vos querem aceitar como terna mãe dos homens. Outros, não Vos podendo ultrajar directamente, descarregam nas Vossas sagradas imagens a sua cólera satânica.

Nem faltam também aqueles que procuram infundir nos corações, sobretudo nas crianças inocentes, que são o Vosso encanto, a indiferença,
 desprezo e até ódio contra Vós.

Virgem Santíssima, aqui prostrados aos Vossos pés, mostramos-Vos a pena que sentimos por todas estas ofensas e prometemos reparar com os nossos sacrifícios e orações tantos pecados e ofensas destes Vossos filhos ingratos.

Reconhecendo que também nós, nem sempre correspondemos às Vossas predilecções, nem Vos honramos e amamos como Mãe, mas antes entristecemos o Vosso Coração e o do Vosso divino Filho, suplicamos para os nossos pecados misericordioso perdão.

Para todos quantos são Vossos filhos e particularmente para nós, que queremos amar-Vos como Mãe muito querida e nos consagrarmos inteiramente ao Vosso Coração Imaculado, seja-nos ele o refúgio nas angústias e tentações da vida e o caminho que nos conduza até Deus, que esperamos gozar eternamente no Céu.
 
Amém.
 

À hora da morte


Meu Jesus, perdoai-nos,
Livrai-nos do fogo do Inferno
e levai as almas todas para o Céu,
principalmente as que mais precisarem
da Vossa Misericórdia.

* * *

A morte é a separação da alma do corpo e o total abandono das coisas deste mundo.

Todos sabem que um dia devem morrer, mas ninguém sabe onde e como morrerá.

Não sabes se a morte te surpreenderá na tua cama ou no teu trabalho, na estrada ou outro lugar. A ruptura de uma veia, um enfarte, um tumor que talvez já esteja a crescer neste momento no teu organismo, uma queda, um acidente, um terramoto, um raio e outras mil causas de que nem suspeitas agora, podem privar-te da vida. E isto pode acontecer daqui a um ano, daqui a um mês, uma semana, a uma hora e, talvez, apenas terminada esta leitura!

Quantos se deitaram à noite com boa saúde e de manhã foram encontrados mortos! Quantos ainda hoje morrem de improviso! E onde se encontram agora? Se estavam na graça de Deus, felizes deles! São para sempre bem-aventurados. Mas se estavam em pecado mortal, agora são eternamente perdidos!

Diz-me, meu caro jovem, se tivesses de morrer neste instante, que seria da tua alma?

Esperemos que a tua última hora não venha de repente, mas aos poucos, por uma doença terminal e comum. De qualquer modo virá um dia em que, estendido na cama, estarás prestes a passar à eternidade assistido por um sacerdote e cercado por parentes que choram.

Terás a cabeça dolorida, os olhar vago, a língua ressequida, um suor gélido e o coração fraquíssimo. Assim que expirares, o teu corpo será vestido e colocado num caixão. Aí os vermes começarão a comer as tuas carnes, e bem depressa nada de ti restará a não ser poucos ossos descarnados e um pouco de pó.

Meu caro filho, ao ler estas linhas, lembra-te de que elas falam de ti, como de todos os outros homens! Agora, o Demónio, para te induzir a pecar, procura desviar a tua atenção destes pensamentos e fazer-te não sentir culpa, dizendo-te não ser um grande mal aquele prazer, aquela desobediência, aquela omissão da Missa no Domingo ou em dia santo, e assim por diante; mas quando chegar o momento da tua morte, será ele mesmo que vai revelar-te a gravidade destes e dos outros pecados, e vai lançá-los diante da tua consciência. Que farás então? Ai de ti se, naquele momento, te encontrares em pecado mortal e na desgraça de Deus!

Não te esqueças, meu jovem amigo, de que daquele momento depende a tua eterna salvação ou eterna condenação.

Duas vezes temos diante de nós uma vela acesa: no Baptismo e na hora da morte. A primeira vez para fazer-nos ver os preceitos da Lei Divina que devemos cumprir, e a segunda para fazer-nos ver se os cumprimos. À luz daquela vela quantas coisas verão! 

À luz daquela vela, verás se amaste a Deus ou se O desprezaste; se honraste o Seu santo Nome ou se O blasfemaste; verás as festas profanas a que assististe, as Missas perdidas, as impurezas cometidas, os escândalos dados, os furtos, os ódios, as soberbas…

Oh! meu Deus, verei tudo naquele momento em que se abrirá diante de mim a porta da eternidade!

Grande e terrível momento do qual depende uma eternidade de glória ou de sofrimentos!  Estás a compreender o que te digo? Eu digo que daquele momento depende ir para o Céu ou para o Inferno; ser para sempre feliz ou desesperado; para sempre filho de Deus ou escravo de Satanás; para sempre gozar com os Anjos e os Aantos no céu ou gemer e queimar para sempre com os condenados no inferno!

Por isso, prepara-te para aquele grande momento fazendo já um acto de contrição e, o mais depressa  possível, uma boa e santa confissão.
Decide-te, depois, a viver sempre na graça de Deus, porque 

COMO SE VIVE ASSIM SE MORRE!

Pai Nosso…


Natividade de São João Batista - 24 de Junho

 

A Liturgia faz-nos celebrar a Natividade de São João Batista, o único Santo do qual se comemora o nascimento, porque marcou o início do cumprimento das promessas divinas: João é aquele « profeta », identificado com Elias, que estava destinado a preceder imediatamente o Messias para preparar o povo de Israel para a sua vinda. 

Depois de Nossa Senhora, talvez seja João Batista o santo mais venerado pelos Cristãos.

Como a Santa Mãe de Deus, dele também se celebra a data de dois nascimentos: para a vida terrena, em 24 de junho, e para a vida eterna em 29 de agosto. Aliás, São João e Maria Santíssima eram parentes bem próximos.

Já no Antigo Testamento encontramos trechos que se referem a São João Batista, o Precursor: estrela da manhã que com o seu brilho excedia o brilho de todas as outras estrelas e anunciava a manhã do dia abençoado, iluminado pelo Sol espiritual de Cristo (Mal. 4,2). Ver Isaías.
 
Por causa de suas pregações, São João foi logo tido como profeta. 
Aquela categoria de homens especialmente escolhidos pela Providencia que, falando por inspiração divina, prenunciam os acontecimentos, ouvem e interpretam os passos do Criador na história, orientando o caminhar do povo de Deus.

Os Santos Evangelhos referem-se a ele como sendo um desses homens. 
Talvez como sendo o maior deles (Lc 7, 26-28), uma vez que com São João Batista a missão profética atingiu sua plenitude e ele é um dos elos de ligação entre o Antigo e o Novo Testamento.

Os outros profetas foram um prenúncio do Batista. Só ele pôde apresentar o próprio Nosso Senhor Jesus Cristo em pessoa como sendo o messias prometido, o salvador e redentor da humanidade.

O Evangelista São Lucas nos conta que João, o "Batista", o "Precursor", nasceu numa cidade do reino de Judá, perto de Hebron, nas montanhas, ao sul de Jerusalém e que era descendente do santo patriarca Abraão, iniciador da historia do povo de Israel.

Seu pai foi o sacerdote São Zacarias (da geração de Aarão) e sua Mãe foi Santa Isabel (da geração de Davi), prima da Virgem Maria, mãe de Nosso Senhor Jesus Cristo. 
São Lucas ressalta também as circunstâncias sobrenaturais que precederam o nascimento de João Batista: Isabel, estéril e já idosa, viu ser possível realizar seu justo desejo de ter um descendente quando o arcanjo São Gabriel anunciou a Zacarias, seu esposo, que ela daria a luz a um filho. O menino deveria chamar-se João e seria o precursor do Salvador.

Pela graça de Deus o menino não foi morto no massacre dos inocentes quando milhares de crianças foram assassinadas na região de Belém a mando de Herodes.

Alguns meses depois de engravidar-se, Isabel recebeu a visita de Nossa Senhora: "Maria se levantou e foi às pressas às montanhas, a uma cidade de Judá. Entrou em casa de Zacarias e saudou Isabel.

Ora, apenas Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança estremeceu no seu seio; e Isabel ficou cheia do Espírito Santo.

E exclamou em alta voz: "Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre. Donde me vem esta honra de vir a mim a mãe de meu Senhor? Pois assim que a voz de tua saudação chegou aos meus ouvidos, a criança estremeceu de alegria no meu seio." (Lc 1:39-44).

Essas circunstâncias, impregnados de um clima sobrenatural, foram preparadas sabiamente pela Divina Providencia para que o papel de João Batista fosse realçado como precursor de Cristo. Esses fatos aconteceram por volta do ano 5, antes de Cristo, no território onde habitava a tribo de Judá.

Estando ainda em sua juventude, João retirou-se para o deserto. 
Nesse ambiente austero, recolhido e afastado dos homens ele preparou-se para sua missão. 
Vestido de pelos de camelo e um cinturão de couro, ele alimentava-se apenas de mel silvestre e gafanhotos. 
Com jejuns e orações, colocou-se por inteiro na presença do Altíssimo, levando uma vida extremamente coerente com seus ensinamentos. 
Permaneceu no deserto até por volta de seus trinta anos quando iniciou suas pregações às margens do rio Jordão.

A relevância do papel de São João Batista reside no fato de ter sido ele o "precursor" de Cristo. Foi ele a voz que clamava no deserto anunciando a chegada do Messias não cessando, jamais, de chamar os homens à conversão: "Arrependei-vos e convertei-vos, pois o reino de Deus está próximo". Em suas pregações Insistia sempre para que os judeus, pela penitência, se preparassem pois estava próxima a chegada do Messias prometido.

João passou a ser conhecido como "Batista" por causa da importância que dava ao batismo, um ritual de purificação corporal onde a imersão na água simbolizava a mudança de vida interior do batizado.

Não deixava nunca de salientar aos seus ouvintes e discípulos que "Depois de mim vem um homem que passou à minha frente, porque antes de mim ele já existia! Eu também não o conhecia, mas vim batizar com água para que ele fosse manifestado a Israel".


A missão do Precursor era preparar os caminhos do Messias. Vivia, portanto, na expectativa do encontro com Ele.

Não esperou muito tempo. Certo dia, notou a presença de Jesus no meio dos peregrinos. Tomado de sobrenatural emoção, inclinou-se para o recém-chegado, esquivando-se de Lhe dar o batismo: "Eu devo ser batizado por ti e tu vens a mim!"

Respondeu-lhe, porém, Jesus: "Deixa por agora, pois convém cumpramos a justiça completa". Obediente, São João O imergiu no Jordão.

Logo que saiu da água, Jesus se pôs a orar. Então o céu se abriu e o Espírito Santo desceu sobre Ele na forma de uma pomba. "E ouviu-se dos céus uma voz: Tu és o meu Filho muito amado; em ti ponho minha afeição".

Algum tempo depois de batizar o Messias, São João caminha para o martírio, deixando a cena histórica, como ele mesmo havia predito: "Importa que ele cresça e que eu diminua" (Jo 3,30). 
Entrara em cena o Salvador, estava cumprida a missão do Precursor. Restava-lhe apenas o derradeiro ato de sua grandiosa vida: o martírio.

Conforme afirma São Tomás de Aquino, "todo o ensinamento e a obra de João eram preparatórias da obra de Cristo, como a do aprendiz e do operário inferior é preparar a matéria para receber a forma que há de introduzir o principal artífice".

João pregou também na corte de Herodes Antipas, tetrarca da Galiléia. Foi ai que ele teve oportunidade de denunciar a vida escandalosa que o governante levava. E foi também essa denuncia que serviu de motivo para que João Batista fosse preso. Ele só não foi condenado à morte nessa ocasião porque o tetrarca sabia da popularidade do já muito conhecido pregador e temia a reação do povo diante dessa medida extrema.

Porém, como relata o evangelista São Marcos (6,21-29), aconteceu que durante as comemorações do aniversário de Herodes, Salomé, filha de Herodíades - mulher com a qual o governante mantinha um relacionamento irregular e imoral - agradou tanto ao aniversariante que este prometeu atender qualquer pedido feito pela moça.

Instigada pela mãe, ela pediu a cabeça de João Batista. Herodes cumpriu o que havia prometido: mandou degolar João Batista e sua cabeça foi trazida numa bandeja e entregue a Salomé.

"Entre os filhos de mulher, ninguém ultrapassa João Batista" (Lc 7,28): a vaidade, o orgulho, a soberba, jamais encontraram lugar em seu coração. 
Por causa de sua austeridade e de sua fidelidade cristã, ele foi confundido com o próprio Jesus Cristo, mas, imediatamente, ele retruca: "Eu não sou o Cristo, mas fui enviado diante dele." (Jo 3, 28) e "não sou digno de desatar a correia de sua sandália". (Jo 1,27). 

João batizou Jesus, embora não quisesse fazê-lo, dizendo: "Eu é que tenho necessidade de ser batizado por ti e tu vens a mim ?" (Mt 3,14).

Quando seus discípulos hesitantes não sabiam a quem seguir, ele apontava na direção daquele que é o único caminho: "Eis o cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo". (Jo 1,29).

E dava testemunho de Jesus: "Eu vi o Espírito descer do céu, como pomba, e permanecer sobre ele. Pois eu não o conhecia, mas quem me enviou disse-me: Aquele sobre quem vires o Espírito descer e permanecer, é ele que batiza com Espírito Santo. Eu vi, e por isso dou testemunho: ele é o Filho de Deus!"