Quantas vezes nos sentimos fracos frente a alguma situação? Quantas vezes nos sentimos caídos devido a um ato cometido? São diversas as lembranças que nos vêm à memória diante dessas perguntas, pois todos nós, em algum instante da vida, nos sentimos derrotados pelo inimigo, porque recorremos às alegrias do mundo, às coisas humanas. Mas isso não nos faz indiferentes às coisas de Deus, pois são elas que devemos buscar sempre, porque, certamente, nos trará felicidade eterna.
Nossas quedas nos fazem lembrar de nossa pequenez humana, nos fazem
lembrar também que somos finitos e que o pecado está entre nós. Mas uma
queda ou um fracasso não deve ser a última história a ser contada em nossa vida.
Em momento algum, na Bíblia Sagrada, Jesus pergunta a uma pessoa
qual foi o pecado dela, o que de errado ela cometeu; pelo contrário,
está escrito: “Se dizemos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e a verdade não está em nós” (1Jo 1,8). Com
a certeza da misericórdia de Deus, podemos levantar, sacudir a poeira e
dar a volta por cima, buscando ser melhores em Deus para, assim, poder
alcançar a glória que está em Nosso Senhor.
Na Quarta-feira de Cinzas nos é
dito: “Convertei-vos e crede no Evangelho”. Veja que, mais uma vez,
Jesus lhe faz um convite sem olhar seu passado, sem olhar suas quedas,
por isso Ele nos chama à conversão, pois sabe que, por sermos pecadores, precisamos nos arrepender de nossos pecados e nos converter, ou seja, deixar as coisas terrenas para encontrar sempre as coisas do Alto.
“Em momento algum, na Bíblia Sagrada, Jesus pergunta a uma pessoa qual foi o pecado dela”
Ele ainda nos pede, novamente, que creiamos no Evangelho, pois o Senhor disse: “Mas buscai primeiro o reino de Deus, e a justiça, e todas essas coisas vos serão acrescentadas”
(Mt 6,33). Essa é a promessa de Cristo para nós. Creia na Sagrada
Escritura, pois são Palavras de salvação e Deus sempre cumpre o que nos promete.
Estamos, neste mundo, vulneráveis às investidas do maligno, mas este não é nosso lugar. Viemos e seremos provados; a nós será apresentado todo tipo de sedução, a fim de que nos desviemos do caminho de Deus. No entanto, temos de nos manter firmes na fé, superar os tombos e nunca aceitar a derrota. Fiéis a Cristo Jesus, sejamos confiantes!
Com alegria contemplamos a vida de santidade do nosso irmão da fé São
Ricardo, que hoje brilha no Céu como intercessor de todos os irmãos que
peregrinam na Igreja terrestre.
Nascido em 1197, era pobre, teve dificuldade de estudar e perdeu muito cedo seus pais.
No seu tempo, Ricardo começou a ver a ignorância e superstição; ambição
dos nobres; luxo do clero; regalismo do trono e decadência da vida
monástica. Diante de sua realidade, não se entregou a murmurações e
desânimos, mas como professor e reitor da Universidade de Oxford
decidiu-se pela santidade, a fim de ser instrumento de renovação da
Igreja na Inglaterra.
Unido aos frades franciscanos e dominicanos, Ricardo fez de tudo, -
como leigo, sacerdote e bispo ordenado pelo Papa - para reverter a
resistência do rei que não queria a sua ordenação e, de toda situação
triste que acabava atingindo duramente o povo. São Ricardo, até entrar
na Casa do Pai com 56 anos, por dois anos coordenou sua diocese
clandestinamente, visitando pobres, doentes e fazendo de tudo para
evangelizar e ajudar na santificação dos mosteiros, clero e nobres
ingleses, isto principalmente depois que o rei se dobrou sob ameaça de
excomunhão do Papa.
É o segundo dia Onde o Nosso Jesus começa sua caminhada rumo ao calvário.
Terça-Feira Santa
É o terceiro dia da Semana Santa.Onde é celebrada, as sete dores de Nossa
Senhora Virgem Maria.
Quarta-Feira Santa
É o quarto dia da Semana Santa.
Encerra-se na Quarta-feira Santa o período quaresmal. Em algumas igrejas
celebra-se neste dia a piedosa procissão do encontro de Nosso Senhor dos Passos
e Nossa Senhora das Dores. Ainda há igrejas que neste dia celebra o Ofício das
Trevas, lembrando que o mundo já está em trevas devido à proximidade da Morte
de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Quinta-Feira da Ceia
É o quinto dia da Semana Santa.
Neste dia é relembrada especialmente a Última Ceia. É também celebrada a Missa
de Lava-pés, onde se relembra o gesto de humildade que Jesus realizou lavando
os pés dos seus doze discípulos e comendo com eles a ceia derradeira. É neste
momento que Judas Iscariotes sai correndo e vai entregar Jesus por trinta
moedas de prata. É nesta noite em que Jesus é preso, interrogado e no amanhecer
da Sexta-feira, açoitado e condenado. A igreja fica em vigília ao Santíssimo,
relembrando os sofrimentos começados por Jesus nesta noite. A igreja já se
reveste de luto e tristeza desnudando os altares, quando é retirado todos os
enfeites, toalhas, flores, velas, tudo para simbolizar que Jesus já está preso
e consciente do que vai acontecer. Neste dia cobre-se todas as imagens
existentes no templo pois a igreja se inluta pela vespera da morte.
Sexta-Feira da Paixão
É quando a Igreja recorda a Morte do Salvador. É celebrada a Solene Ação
Litúrgica, Paixão e Adoração da Cruz.A recordação da morte do Senhor consiste,
resumidamente, na adoração de Cristo crucificado, precedida por uma liturgia da
Palavra e seguida pela comunhão eucarística dos participantes. Presidida por um
padre, presbítero ou bispo, paramentado como para a missa, de cor vermelha.
Sábado Santo
Também era chamado de Sábado de Aleluia, é o dia antes da Páscoa no calendário
de feriados religiosos do Cristianismo.
Domingo de Páscoa
É o dia da ressurreição de Jesus, e as comemorações mais importantes do
cristianismo, que celebra a vida, o amor e a misericórdia de Deus.
Começa a Semana Santa e recordamos a entrada triunfal de Cristo em
Jerusalém. Escreve São Lucas. «Ao aproximar-se de Betfagé e de Betânia,
junto ao monte chamado das Oliveiras, enviou dois dos seus discípulos
dizendo-lhes: "Ide a essa aldeia que está em frente e, ao entrar,
encontrareis um burrico amarrado que nunca ninguém montou. Soltai-o e
trazei-o. Se alguém vos perguntar porque o soltais, dir-lhe-eis: o
Senhor tem necessidade dele". Foram e encontraram tudo como o Senhor
lhes tinha dito».
Que pobre montaria Nosso Senhor escolhe! Talvez nós, presunçosos,
tivéssemos escolhido um imponente cavalo. Porém, Jesus não se guia por
razões meramente humanas, mas por critérios divinos. «Isto sucedeu –
anota São Mateus – para que se cumprissem as palavras do profeta:
"Dizei à filha de Sião: eis que o teu rei vem a ti, manso e montado
sobre um jumento, num burrico, filho de jumenta"».
Jesus Cristo, que é Deus, contenta-se com um burrico por trono. Nós,
que não somos nada, mostramo-nos muitas vezes vaidosos e soberbos:
procuramos sobressair, chamar a atenção; tratamos de que os outros nos
admirem e louvem. São Josemaria Escrivá, canonizado por João Paulo II
há dois anos, ficou cativado com esta cena do Evangelho.
Dizia de si mesmo que era um burrico sarnento, que não valia nada; mas
como a humildade é a verdade, reconhecia também que era depositário de
muitos dons de Deus; especialmente, da tarefa de abrir caminhos divinos
na terra, mostrando a milhões de homens e mulheres que podem ser santos
no cumprimento do trabalho profissional e dos deveres ordinários.
Jesus entra em Jerusalém sobre um burrico. Temos de tirar conseqüências
desta cena. Cada cristão pode e deve converter-se em trono de Cristo. E
aqui servem como anel ao dedo umas palavras de São Josemaria. «Se a
condição para que Jesus reinasse na minha alma, na tua alma, fosse
contar previamente com um lugar perfeito dentro de nós, teríamos
motivos para desesperar. Jesus contenta-se com um pobre animal por
trono. (...).Há centenas de animais mais belos, mais hábeis e mais
cruéis. Mas Cristo escolheu esse para se apresentar como rei diante do
povo que o aclamava. Porque Jesus não sabe o que fazer com a astúcia
calculista, com a crueldade dos corações frios, com a formosura
vistosa, mas oca. Nosso Senhor ama a alegria de um coração jovem, o
passo simples, a voz sem falsete, os olhos limpos, o ouvido atento à
sua palavra de carinho. É assim que reina na alma.».
Deixemo-lo tomar posse dos nossos pensamentos, palavras e ações!
Afastemos sobretudo o amor-próprio, que é o maior obstáculo ao reinado
de Cristo! Sejamos humildes, sem nos apropriarmos de méritos que não
são nossos. Imaginais o ridículo em que cairia o burrico, se se tivesse
apropriado das aclamações e aplausos que as pessoas dirigiam ao Mestre?
Comentando esta cena evangélica, João Paulo II recorda que Jesus não
entendeu a sua existência terrena como procura do poder, como ânsia de
êxito e de fazer carreira, ou como vontade de domínio sobre os outros.
Pelo contrário, renunciou aos privilégios da sua igualdade com Deus,
assumiu a condição de servo, fazendo-se semelhante aos homens, e
obedeceu ao projeto do Pai até à morte na Cruz (Homilia, 8-IV-2001).
O entusiasmo das pessoas não costuma ser duradouro. Poucos dias depois,
os que o tinham aclamado pedirão aos gritos a sua morte. E nós
deixar-nos-emos levar por um entusiasmo passageiro? Se nestes dias
notamos o movimento divino da graça de Deus, que passa por nós, podemos
dar-lhe lugar nas nossas almas. Estendamos no chão, mais que as palmas
ou os ramos de oliveira, os nossos corações. Sejamos humildes. Sejamos
mortificados. Sejamos compreensivos com os outros. Esta é a homenagem
que Jesus espera de nós.
A Semana Santa oferece-nos a oportunidade de reviver os momentos
fundamentais da nossa Redenção. Mas não esqueçamos que – como escreve
São Josemaria –, «para acompanhar Cristo na sua glória, no fim da
Semana Santa, é necessário que penetremos antes no seu holocausto, e
que nos sintamos uma só coisa com Ele, morto sobre o Calvário». Para
isso, nada melhor que caminhar pela mão de Maria. Que Ela nos obtenha a
graça de que estes dias deixem uma marca profunda nas nossas almas. Que
sejam, para cada uma e cada um, ocasião de aprofundar no Amor de Deus,
para assim mostrá-lo aos outros.
Sou fagulhas, estilhaços espalhados por aí
às vezes me encontro em mim por vezes me acho em Ti.
Há sentimentos, caprichos, qualidades, sonhos, dor... Que são meus, mas que são teus ou seja lá de quem for.
Por vezes me creio inteiro, inédito, novo, caro surpreendo-me na vitrine do teu mundo, nada raro!
Há desejos que escondo pensando somente meus, de repente os
encontro dançando nus com os teus. Há gritos, cantos, murmúrios
engolidos no meu peito mas que escuto em pleno eco nos teus lábios, no
teu jeito.
Há lágrimas que pensei soltas em tristes noites de frio, quando
rompeu-se a alvorada contemplai-as no teu rio. Há notas do meu segredo
que imaginei encantadas Quando ouvi em tua boca bem claras e reveladas.
Quando fui pegar a arma teu combate já se dava quando cantei a
vitória na rua, tu já dançavas. Meu olhar em tua face tuas ânsias em
meu peito meu canto solto em teus lábios o que faço, tu tens feito.
Somos assim como somos uns dos outros cada tempo sonho, luta, dor, saudade, vida-encanto, sopro-vento!
Faltavam
dois dias para a Festa da Páscoa e a Festa dos Pães sem Fermento. Os
chefes dos sacerdotes e os mestres da Lei procuravam um jeito de
prender Jesus em segredo e matá-lo. Eles diziam:- Não vamos fazer isso
durante a festa, para não haver uma revolta no meio do povo. Jesus
estava no povoado de Betânia, sentado à mesa na casa de Simão, o
Leproso. Então uma mulher chegou com um frasco feito de alabastro,
cheio de perfume de nardo puro, muito caro. Ela quebrou o gargalo do
frasco e derramou o perfume na cabeça de Jesus. Alguns que estavam ali
ficaram zangados e disseram uns aos outros: - Que desperdício! Esse
perfume poderia ter sido vendido por mais de trezentas moedas de prata,
que poderiam ser dadas aos pobres. Eles criticavam a mulher com dureza,
mas Jesus disse: - Deixem esta mulher em paz! Por que é que vocês a
estão aborrecendo? Ela fez para mim uma coisa muito boa. Pois os pobres
estarão sempre com vocês, e, em qualquer ocasião que vocês quiserem,
poderão ajudá-los. Mas eu não estarei sempre com vocês. Ela fez tudo o
que pôde, pois antes da minha morte veio perfumar o meu corpo para o
meu sepultamento. Eu afirmo a vocês que isto é verdade: em qualquer
lugar do mundo onde o evangelho for anunciado, será contado o que ela
fez, e ela será lembrada. Judas Iscariotes, que era um dos doze
discípulos, foi falar com os chefes dos sacerdotes para combinar como
entregaria Jesus a eles. Quando ouviram o que ele disse, eles ficaram
muito contentes e prometeram dar dinheiro a ele. Assim Judas começou a
procurar uma oportunidade para entregar Jesus. No primeiro dia da Festa
dos Pães sem Fermento, em que os judeus matavam carneirinhos para
comemorarem a Páscoa, os discípulos perguntaram a Jesus: - Onde é que o
senhor quer que a gente prepare o jantar da Páscoa para o senhor?
Quando anoiteceu, Jesus chegou com os doze discípulos. Enquanto estavam
comendo, Jesus pegou o pão e deu graças a Deus. Depois partiu o pão e o
deu aos discípulos, dizendo: - Peguem; isto é o meu corpo. Em seguida,
pegou o cálice de vinho e agradeceu a Deus. Depois passou o cálice aos
discípulos, e todos beberam do vinho. Então Jesus disse: - Isto é o meu
sangue, que é derramado em favor de muitos, o sangue que garante a
aliança feita por Deus com o seu povo. Eu afirmo a vocês que isto é
verdade: nunca mais beberei deste vinho até o dia em que beber com
vocês um vinho novo no Reino de Deus.
O santo de hoje nasceu em Castelo Novo, na França, no ano de 1053. Fez
toda uma caminhada de formação, tornou-se sacerdote e depois foi levado
ao Papa Gregório VII para ser ordenado bispo.
Ele disse o seu "sim". Assumiu o bispado em Grenoble e se deparou
com uma realidade do Clero, leigos e famílias, que precisavam de uma
renovação no Espírito Santo.
Na oração, na penitência, no sacrifício, nas vigílias, junto com
outros irmãos, ele foi sendo esse sinal de formação e muitas pessoas
foram abraçando e retomando o Evangelho.
Passado algum tempo, Hugo retirou-se para um mosteiro beneditino, mas por obediência a um pedido do Papa, retornou à diocese.
Homem zeloso pela comunhão da Igreja, participou do Concílio em
Viena e combateu toda mentalidade que buscava um "cisma" na Igreja, e
com outros bispos semeou a paz, fruto da Verdade.
De tantos sacrifícios que fez, oferecendo pela Igreja e pela
salvação das almas, ficou muitas vezes doente, mas não desistia. Diante
de sua debilidade física, o Papa Inocêncio II o dispensou. Passado um
tempo, com quase 80 anos, veio a falecer.